Ao longo dos anos trabalhando com marketing digital, percebi que uma das maiores frustrações de empresas e marcas é ver clientes em potencial saírem do site sem finalizar uma compra. Senti isso várias vezes junto com clientes que hoje se destacam no mercado. Mas, com a estratégia certa de recuperação, esse cenário muda completamente. Neste artigo, compartilho minha experiência e visão sobre remarketing, mostrando caminhos reais para reengajar, recuperar e transformar simples visitantes em clientes fiéis.
O que é remarketing? Diferenciando remarketing de retargeting
Esses dois termos são usados quase como sinônimos, mas existe uma diferença importante. O remarketing é a estratégia de impactar novamente pessoas que já tiveram contato com sua marca, com o objetivo de recuperá-las e avançar na jornada de compra. Isso pode ocorrer por vários canais, como anúncios gráficos, e-mail marketing e até SMS.
Já o retargeting é mais restrito: costuma ser aplicado especificamente a exibição de anúncios pagos (display, social ou search) baseados em comportamento anterior do usuário (acessar site, produto ou página). Toda campanha de retargeting, na prática, faz parte de um escopo maior de remarketing, que pode englobar comunicações mais personalizadas e multicanal.
Diante da concorrência e da volatilidade do público, campanhas de recuperação são quase como dar uma segunda chance à relação da marca com o potencial cliente.
Senti na pele o impacto positivo dessa metodologia em projetos da Glim Agency, principalmente em segmentos que enfrentam altos índices de abandono de carrinho ou clientes que demoram para tomar decisões.
Como identificar e segmentar públicos para remarketing
Uma campanha eficiente começa antes da primeira exibição do anúncio. É fundamental reconhecer os públicos certos para evitar desperdício de verba e saturação. Em minha atuação diária, uso principalmente três caminhos para identificar e segmentar visitantes:
Cookies
Quando alguém acessa um site e aceita os termos de cookies, navegadores criam pequenos arquivos que armazenam o comportamento daquela pessoa. Eles registram, por exemplo, páginas visitadas, produtos visualizados e tempo de permanência. É assim que plataformas como Google Ads conseguem retornar com anúncios personalizados.
Pixels de rastreamento
O pixel é um código invisível instalado nos sites e páginas. Ele acompanha ações específicas, como cliques em botões, preenchimento de formulários e até rolagem. A vantagem dos pixels é detalhar a jornada do usuário e tornar a segmentação ainda mais afiada.
Dados dos leads e base própria
Quando a empresa capta dados voluntários do visitante, pelo cadastro, download de material, inscrição em newsletter, consegue construir uma estratégia muito mais personalizada. Uma lista de leads pode ser segmentada por interesse ou estágio do funil. Aliás, costumo recomendar que marcas, assim como fazemos na Glim Agency, combinem essas informações a favor de uma abordagem omnichannel.
- Usuários que visitaram páginas de produtos específicos
- Pessoas que adicionaram itens ao carrinho, mas não compraram
- Visitantes recorrentes do blog
- Leads captados via formulários
Essas listas formam a base para estratégias de recuperação, sempre pensando em abordar cada público no momento ideal.
Por que remarketing é tão efetivo?
Vejo todos os dias empresas investindo alto para atrair novos leads, mas a verdade é que vender para quem já conhece a marca custa menos. Quem já visitou seu site ou interagiu com conteúdos está mais propenso a engajar e converter do que quem nunca ouviu falar de você.
Estudos do setor mostram que menos de 3% das pessoas finalizam uma compra na primeira visita ao site. Ou seja: 97% do tráfego pode voltar e se converter, desde que sejam abordados do jeito certo. A jornada do cliente é muitas vezes longa. O remarketing acompanha esse processo e ajuda a transformar “quase clientes” em compradores.
Aqui na Glim Agency, já vimos resultados consistentes ao combinar campanhas de recuperação com comunicação personalizada. Taxas de conversão podem dobrar (ou mais), principalmente em lojas virtuais. Isso também reduz o custo de aquisição por cliente, já que boa parte do público já está aquecido.

Estratégias práticas: construindo campanhas no Google Ads, Facebook Ads e e-mail marketing
Conto aqui minhas práticas preferidas e que mais trouxeram resultados para diferentes segmentos:
Campanhas no Google Ads
No Google Ads, o remarketing permite impactar pessoas que visitaram seu site em toda a rede de parceiros, no YouTube e até no Gmail. Costumo começar criando listas com base em URLs visitadas (por exemplo, “quem acessou a página X nos últimos 30 dias”). É possível separar quem visitou produtos, categorias ou abandonou o carrinho, criando anúncios personalizados que lembram o interesse anterior.
Dicas úteis:
- Defina uma janela de tempo adequada (geralmente de 7 a 30 dias) para impactar visitantes recentes
- Crie criativos que conversem diretamente com a intenção anterior (“Ainda procurando o produto X?”)
- Aplique segmentações negativas para não mostrar anúncios a quem já comprou, evitando desperdício
Outra vantagem é poder ajustar lances para públicos com maior chance de conversão, reduzindo investimento para segmentos menos engajados.
Campanhas no Facebook Ads
A plataforma permite segmentações muito precisas e formatos dinâmicos de anúncio. Eu sempre recomendo (e aplico) o uso do pixel do Facebook para acompanhar micro-ações como adicionar ao carrinho, assistir vídeos ou interagir com postagens.
Vale integrar públicos de remarketing customizados, como:
- Envolvimento com postagens e vídeos
- Tráfego em landing pages específicas
- Leads cadastrados através de formulários instantâneos
O anúncio pode mostrar o produto visto, reforçar benefícios ou oferecer ofertas exclusivas para aquele lead.
E-mail marketing personalizado
Sinto que o e-mail marketing continua sendo uma das formas mais eficientes de fazer remarketing. Quando obtido com consentimento, o contato direto pelo e-mail é ideal para mensagens pessoais e promoções.
Práticas que sempre funcionaram comigo:
- Automatização de disparos para abandono de carrinho
- Envio de cupons de desconto para reativar leads “adormecidos”
- Sugestões de produtos complementares
- Conteúdos para avançar no funil, como testes, e-books ou cases
A chave é entregar algo útil, relevante e ajustado ao comportamento do usuário. Recomendo evitar envios exagerados, que causam descadastramento; aposte sempre em mensagens diretas e curtas.

Como recuperar clientes de carrinho abandonado e avançar o público no funil de vendas
O abandono de carrinho é um problema clássico do e-commerce, mas tecnicamente fácil de resolver com automação e inteligência. Minhas estratégias favoritas para recuperar essas vendas perdidas são:
- Disparar e-mails automáticos, lembrando sobre o produto deixado para trás
- Enviar cupons ou frete grátis em novos anúncios direcionados àquele perfil
- Testar criativos com frases como “Ainda está com dúvida?”, sempre respeitando o timing certo
Mais da metade dos consumidores volta ao site e conclui a compra após ações de recuperação bem estruturadas. Já observei esse resultado, especialmente quando há personalização. Pode ser mostrando o nome do produto escolhido, imagem ou até o valor de desconto para finalizar o pedido.
Para avançar leads pelo funil, combino conteúdos educativos (como cases, perguntas frequentes ou comparativos) com convites para contato via WhatsApp ou telefone. Assim, transformo dúvidas em oportunidades reais de venda. Incentivar reviews ou indicar a experiência de outros clientes também impulsiona a decisão.
Só quem já perdeu vendas por detalhe entende a diferença que um bom follow-up pode trazer.
Personalização e frequência: o equilíbrio para não cansar o público
De nada adianta impactar pessoas várias vezes se a mensagem não faz sentido para aquele momento. Um dos principais desafios do remarketing é encontrar o ponto de equilíbrio entre ser útil e não ser invasivo.
Mensagens personalizadas, baseadas em comportamento real e estágio do funil, têm taxas de abertura e conversão muito superiores às comunicações genéricas. Se alguém já comprou, por exemplo, vale orientá-lo com dicas de uso ou produtos complementares, nunca tentando empurrar o mesmo produto novamente. Se a pessoa só visualizou um item, uma abordagem mais consultiva pode funcionar melhor.
Sobre frequência, minha sugestão baseada em testes próprios:
- Evite mais de 5 impressões semanais por usuário (nas campanhas pagas)
- E-mails automáticos: no máximo 2 a 3 por sequência de carrinho abandonado
- Espere intervalos regulares entre contatos, ajustando de acordo com o segmento e resposta do público
Monitorar reações negativas (descadastramentos, marcação como spam, bloqueio de anúncios) é indispensável para calibrar a estratégia.
Exemplos reais: cases e boas práticas de remarketing
Lembro de dois exemplos marcantes da minha trajetória na Glim Agency:
1. Um e-commerce de moda tinha 65% de abandono de carrinho. Aplicando campanhas automáticas com base no abandono, personalizada por gênero e ticket médio, alcançou aumento de 42% nas recuperações em 3 meses. O segredo esteve em imagens fiéis ao produto, e-mails rápidos (disparados em até 1h depois do abandono) e linguagem leve.
2. Já em um projeto para um SaaS de educação, criamos uma série de e-mails para leads que baixaram materiais, mas não avançaram para o teste gratuito. Com conteúdos progressivos (dicas, dúvidas frequentes, depoimentos), conseguimos elevar a taxa de conversão para teste em 29%.
Com o tempo, notei que remarketing alinhado a identidade visual e tom de voz (sempre presente nos trabalhos da Glim Agency) reforça a memória da marca e acelera o retorno do cliente.

Como medir resultados e ajustar campanhas de remarketing
Não basta rodar anúncios ou disparar e-mails sem acompanhar os dados. A cada campanha, faço questão de monitorar métricas chave que realmente mostram se a estratégia está funcionando, ou precisa de correção.
- Taxa de cliques (CTR): indica o impacto do anúncio/mensagem
- Taxa de conversão: revela quantos retornaram e compraram após o contato
- Custo por conversão: quanto foi investido, por venda recuperada
- Reengajamento de leads: número de usuários que interagiram novamente após o remarketing
- ROI (Retorno sobre Investimento): receita gerada vs. valor investido na campanha
O segredo, para mim, está em comparar os dados do público impactado com listas “frescas”, de novos visitantes. Isso revela o real efeito do remarketing. Ferramentas como Google Analytics auxiliam muito nesse controle. Fazer testes A/B em criativos, ofertas e textos ajuda a chegar no formato ideal para seu público.
Dicas rápidas para aumentar conversões e fidelizar clientes
- Segmente sempre os públicos, evitando mensagens genéricas
- Personalize a comunicação de acordo com canal, produto e momento de compra
- Aproveite datas especiais (Black Friday, Natal) para reforçar ações de recuperação
- Integre estratégias de remarketing e inbound marketing, nutrindo leads até a decisão
- Inclua depoimentos e provas sociais nas mensagens de retorno
Essas dicas são frutos dos aprendizados que aplico no dia a dia na Glim Agency, sempre buscando unir criatividade e análise de dados. Já escrevi outros conteúdos sobre funil de vendas (funil de vendas em detalhes), social media e marketing personalizado, que se complementam com este artigo.
Como integrar remarketing à sua estratégia de branding e presença digital
Toda ação de recuperação reforça a imagem da marca. Campanhas bem desenhadas lembram o cliente do posicionamento, valores e diferenciais do negócio. Por isso, cuidar da identidade visual, padronizar a linguagem e ter presença consistente em todos os pontos de contato é indispensável.
Na Glim Agency, valorizo a criação de experiências contínuas, do site às redes sociais, passando por campanhas pagas e e-mails. Isso reduz rupturas na percepção e constrói confiança, base real de uma relação duradoura.
Se quiser conhecer mais sobre boas práticas de branding em marketing digital, recomendo conferir o nosso artigo sobre identidade visual.
Como manter a evolução: análise contínua e tendências para o futuro
O remarketing evolui constantemente, sempre com novas ferramentas de personalização, inteligência artificial e automação. Hoje, já é possível aplicar IA para prever quais contatos têm mais chance de conversão, ajustar lances em tempo real e até criar anúncios dinâmicos em massa para públicos segmentados.
No futuro, vejo ainda mais integração entre canais (principalmente com WhatsApp, chatbots e automação multicanal). Uma dica é seguir acompanhando tendências em blogs e conteúdos especializados. O perfil de especialistas da Glim Agency está sempre atento às novidades para pequenas e grandes marcas.
Se quiser pesquisar por temas variados de marketing digital, segmentação, funil de vendas e branding, o nosso buscador de artigos é uma boa porta de entrada para aprofundar o aprendizado.
Conclusão
Recuperar e reter clientes exige mais que esforço: requer estratégia, personalização e análise de dados. O remarketing, bem feito, potencializa vendas e constrói relacionamentos de longo prazo. Com abordagens ajustadas ao perfil do público, automação inteligente e criatividade, o investimento retorna em aumento de conversão e lealdade à marca.
Apliquei cada uma dessas dicas em projetos que transformaram resultados, e posso afirmar com convicção: insistir no retorno do cliente vale cada segundo. Se você deseja experimentar ações personalizadas de recuperação de clientes, fortalecer sua presença digital e evoluir sua comunicação, a Glim Agency pode te ajudar a trilhar esse caminho. Venha conversar conosco, conhecer nossos serviços e descobrir como sua marca pode crescer, sempre construindo laços reais com seu público.
Perguntas frequentes sobre remarketing
O que é remarketing e para que serve?
Remarketing é uma estratégia usada para impactar novamente pessoas que já tiveram contato com a sua marca, mas não concluíram uma ação desejada, como uma compra ou cadastro. Serve para lembrar, convencer, informar e estimular o cliente a retornar e avançar na jornada. O principal objetivo é recuperar oportunidades perdidas, aumentar a taxa de conversão e reduzir o custo de aquisição de clientes.
Como funciona uma campanha de remarketing?
Campanhas de remarketing funcionam usando dados de navegação (cookies, pixels e base de leads) para identificar quem já interagiu com sua marca e, então, exibir anúncios personalizados, disparar e-mails ou mensagens específicas para esse público. As ações podem ser automáticas ou programadas, e sua efetividade depende do alinhamento das mensagens com o estágio do usuário no funil de vendas.
Quais plataformas oferecem remarketing?
Diversas plataformas digitais permitem criar campanhas de remarketing, incluindo o Google Ads (rede de display, YouTube, Gmail), Facebook Ads (Facebook, Instagram e Messenger), além de ferramentas de automação de e-mail marketing. É possível, inclusive, integrar diferentes canais para potencializar os retornos e personalizar o contato em cada formato.
Vale a pena investir em remarketing?
Sim, o investimento costuma trazer retorno acima da média, especialmente quando comparado à aquisição de novos visitantes. Recuperar quem já demonstrou interesse é mais barato, rápido e, geralmente, mais produtivo para marcas que desejam crescer e consolidar presença no digital.
Como medir resultados do remarketing?
As principais métricas para acompanhar resultados são: taxa de cliques, taxa de conversão, custo por conversão, taxa de reengajamento e retorno sobre investimento (ROI). Ferramentas de análise como Google Analytics permitem comparar o desempenho dos públicos impactados com listas novas, mostrando, de fato, o impacto do remarketing nas vendas e no relacionamento com cliente.
